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Em certa ocasião calhou a um domingo ser o cura da freguesia a ir lá moer. Foi, por tanto, para lá, e quando o grão estava moído foi sentar-se na boca da cale para pejar o moinho, enquanto a empregada apanhava a farinha. Porque a maneira de fazer parar o moinho era aquela: o indivíduo sentava-se na boca da cale, para a água não ir para o rodísio.
Calhou passar por ali um almocreve, e como viu o padre sentado na boca da cale para pejar o moinho, perguntou-lhe:
Quanto dá o senhor a quem lhe ensinar a maneira de fazer parar o moinho sem ser preciso sentar-se na boca da cale?
- Trinta mil réis e uma carga de presuntos.
O almocreve, por aquela vez, pegou numa laje e atravessou-a na boca da cale. O moinho parou logo. Mas depois ensinou-os a fazer um pejadouro, com uma tábua e uma corda, para pejar o moinho.
